1.1 Resumo Sintético Informal
Da mesma forma como o mar vez ou outra surpreendia o ator Tom Hanks em "O Náufrago", o vento me surpreendeu dias atrás colocando-me diante de idealizadores apaixonados por melhoria contínua e ansiosos por ajudar a construir um mundo um pouco melhor. Em comum, possuíam almas de guerreiros e mentes de sonhadores que não apenas desejam, realizam!
Mais que lutadores, são guerreiros do dia a dia, feitos de carne e ossos como qualquer pessoa, que luta por espaço todos os dias em algum transporte público das grandes metrópoles, tantas vezes bem antes das 6 das manhã.
Diferenciam-se pela decisão especial que tomaram usando toda a força de seus corações, alguns quando ainda na infância, mas sempre movidos pelo desejo de dar o melhor de si a cada dia e fazer a diferença para os outros, mesmo que isso significasse oferecer um grande esforço sem obter retorno financeiro direto, além de ter que lutar todos os dias com disciplina e dedicação para superar as adversidades "impossíveis" de serem vencidas ante o pragmatismo dos sábios e às realidades impostas.
São os chamados "Atletas de Alta Performance", tanto em nível desportivo como em responsabilidade social, pois para além de buscar reconhecimento pessoal como campeões ou colecionar troféus e medalhas (e sim, a coleção de vitórias deles é bastante expressiva!), trabalham para promover novas oportunidades aos cidadãos vulneráveis, excluídos ou invisíveis aos olhos do Estado.
Acreditar em si mesmo não importando o tamanho do obstáculo a ser superado é o primeiro passo para vencer! Fui lembrada disso pelo líder deles durante uma rápida conversa...
Ofereceram-me o desafio numa perspectiva de cada um fazendo a sua parte, conforme sua especialidade, impactar meninos e meninas menores de 18 anos e em situação de vulnerabilidade e/ou risco social, através da prática das artes marciais em alto nível técnico, em especial o Jiu Jitsu, Muay Thai e Boxe, que são a base para as principais competições de MMA em todo o mundo.
Necessitavam explorar todo o potencial do desporto, inclusive comercialmente, num segundo momento, como estratégia garantidora da sustentabilidade do projeto em longo prazo, visto que possuíam patrocinadores para fortalecê-lo em curto prazo, atuando desde já como mecanismo complementar na formação do caráter e na socialização de indivíduos, evoluindo a seguir para a formação de competidores vencedores dentro e fora dos tatames.
1.2. Breve Resumo do Mercado de Lutas Desportivas
O mercado de lutas brasileiro segue há anos aquecido com o aumento da popularidade de eventos de artes marciais mistas, como o UFC e o Bellator, movimentando diversos negócios secundários por todo o mundo, numa estimativa de bilhões de dólares negociados de uma ponta a outra da cadeia de negócios, sendo o Brasil um de seus principais consumidores.
Fonte 1: O interesse por lutas no Brasil
Fonte 2: O tamanho do UFC
Fonte 3: O Maior evento de MMA do Brasil
1.3. Breve Resumo dos Detalhes Gerais do Projeto
Minha missão como gestora da qualidade consiste em desenhar todo o escopo estratégico do projeto liderado pelo atleta de Jiu Jitsu, Henrique Ferreira. Um trabalho dividido em fases, devendo ser definido ainda na fase 1 (antes de janeiro/22) se o projeto será registrado como uma Organização Não Governamental Sem Fins Lucrativos ou como um Clube-Empresa Responsável, que possui uma ONG (2 cnpj vinculados).
Outras premissas básicas foram estabelecidas para andamento dos processos:
- O projeto não receberá capital com origem em partidos políticos, especialmente durante a fase 1, que é 100% dedicada à execução do projeto social.
- O projeto precisa de dinheiro para viabilizar toda a estrutura de alto nível para menores carentes e pode realizar ações para cobrir os custos do centro de treinamento, somando com os montantes obtidos junto aos patrocinadores, mas o objetivo principal do projeto é conectado ao sonho de promover valor humano e não às lógicas do lucro;
- O projeto iniciará obrigatoriamente no bairro Aracapé, em janeiro/22, e terá ação (academias parceiras, filiais, franquias) em outros bairros à medida que se consolida e amadurece administrativamente enquanto Centro de Treinamento de Alto Nível (Fase 2, prevista inicialmente para iniciar em julho/22);
- Na fase 3 (2023), espera-se ter os alunos mais competitivos e/ou mais vulneráveis mudando-se para os alojamentos do centro de treinamento (local e centro de custos a ser definido para isso), recebendo toda a estrutura necessária à manutenção da saúde e bem-estar nas competições. Aqui veremos os primeiros resultados em visão anual, apresentando todos os processos administrativos e relacionados à liderança/gestão de pessoas consolidados e prontos para serem padronizados (passo 1 antes de franquear).
- Outra premissa importante que precisa ser destacada é a dinâmica burocrática da transição de "pessoa jurídica que não produz lucro" para "pessoa jurídica que produz lucro", caso não se opte por iniciar em janeiro/22 com ambos os processos funcionando em simultâneo.
- Inicialmente, tudo deverá estar registrado em contrato. Relatórios administrativos auxiliarão nos controles internos. Nenhum centavo deverá ser recebido de investidores sem antes ter bem definido o que será feito com cada valor e as responsabilidades envolvidas, evitando desgastes com patrocinadores, problemas jurídicos e/ou prejuízos desnecessários por falta de organização administrativa. A regra é clara: Nada resolvido "de boca", tudo "assinado no papel".
O objetivo do projeto com essa ação em andamento será obter um alvará que conceda o direito ao uso ou documento equivalente, por um período mínimo de 4 anos. Resolver este problema é prioridade 1, pois disso depende outros processos importantes e concederia uma primeira visão real e em longo prazo do projeto.
- Para iniciar a etapa de criação das franquias (a ser desenhado em segundo momento, o foco agora é o projeto social e a criação da matriz) ligando o motor da geração de receitas do projeto para o projeto e fortalecendo o branding ao nos posicionarmos como uma marca socialmente responsável, será indispensável cumprir o "check list de gestão da qualidade", visto que a cada nova franquia iniciada mais pessoas estarão envolvidas, sendo fundamental que o projeto esteja organizado administrativamente para que se torne mais simples e rentável a gestão depois da alavancagem.
- Além disso, padronizando os processos administrativos do Centro de Treinamento, mesmo a natureza deste sendo de razão social ou mista, é possível aumentar o valor dos royaltes da franquia a ser criada, obtendo algumas das tantas certificações iso disponíveis no mercado, o que agregaria mais valor à marca e despertaria o interesse de mais investidores e patrocinadores (a principal fonte de receitas do projeto).
- Outro benefício vital da padronização dos processos, além de cumprir requisitos burocráticos para franqueamento é permitir a "criação de manuais administrativos", que resumem todas as políticas administrativas da pessoa jurídica e resoluções dos líderes do projeto nas questões comuns, permitindo que assistentes ou profissionais treinados para tal tarefa possam se juntar ao time e assumir responsabilidades com excelência, tirando a sobrecarga dos líderes e demais tomadores de decisões, que por ainda serem atletas de alto nível também necessitam de tempo para treinar, competir e, especialmente, descansar. Daí a importância de padronização da gestão, embora exista personalização da relação com cada atleta.
- Após o registro do CNPJ é fundamental ter atenção aos contratos que serão estabelecidos com cada técnico-voluntário que se juntar ao time, como pedagogos, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, educadores, assistentes sociais, entre outros, garantindo que todos saibam que o trabalho é voluntário e que qualquer pagamento de horas trabalhadas só será feito mediante condições especiais estabelecidas em contrato, cabendo aos líderes do projeto conversarem e negociarem caso a caso.
- Mesmo que não existam valores financeiros envolvidos, sugere-se a formatação de um modelo de contrato "simplificado", que deverá conter detalhes relevantes do que fora acordado, garantindo transparência e evitando falhas na comunicação, especialmente após o início do estágio de franqueamento. Havendo um modelo de contrato com cada técnico-voluntário, formalizaremos a dedicação deste ao projeto em seus detalhes, bem como a necessidade de compromentimento com a luta e a descrição do escopo firmado apesar da inexistência de valores financeiros envolvidos.
- Montando uma "Loja online" com produtos diversos personalizados da marca (de camisas/roupas à chaveiros/mochilas, entre outros) que está seria criada em torno do planejamento estratégico do centro de treinamento;
- Cobrando um valor simbólico de uma "assinatura de revista online sobre lutas", que entre outras coisas, divulgaria o projeto mostrando a rotina dos atletas, a história de superação dentro e fora dos tatames, o trabalho íntimo dos instrutores/mestres, o trabalho de formação do indivíduo que será feito dentro do CT, o mundo das competições que não passam na TV, entre outros temas relevantes.
- Lógico que espaço para anunciantes seriam "vendidos nessa revista" e haveria um trabalho de marketing a ser feito para que a mesma tenha seguidores em diversas regiões e não somente no bairro onde tudo acontece. Com o marketing "correto", assinarão a revista para fortalecer o projeto e não exatamente por ser fã de lutas.
- Pode-se ainda (com apoio de patrocinadores e dependendo dos valores em mãos) criar uma espécie de reality show baseado em suor e superação, em vez de glamour, dividindo em temporadas, num canal próprio, mostrando o projeto se preparando para grandes competições. Algo que poderia auxiliar a conquistar mais patrocinadores e criar um senso de identidade dos alunos com o time. Algo como já acontece hoje com os grandes clubes de futebol, mas adaptado às realidades das artes marciais.
- Criando mais espaços interessantes para divulgação diferenciada de patrocinadores, podendo ser em banners no próprio local de treinamentos, em academias parceiras do projeto, em uniformes de traje/viagem, em ambientes online, em painéis comerciais a serem abertos antes das lutas oficiais (nos ringues), entre outros.
- Como o projeto conta com o suporte de atletas de alto nível, pode-se prospectar valor atraindo o público Recreativo Classe A interessado em treinamento técnico de alto nível sob demanda particular ou em pequenos grupos (exemplo: executivos de todas as áreas de negócios que com o marketing "correto" podem aderir a uma turma especial de alto nível para desestressar da rotina, inserindo a rotina de competições, ou para desenvolver a força interior) ou atletas competitivos de graduação menor, que ainda estão se preparando para competições de nível local/regional.
Mais que ensinar Jiu Jitsu, Muay Thai ou outra arte marcial, o "Project Aracapé in BJJ" irá transformar disciplina, ousadia e força interior em legados para o Esporte e a Sociedade Brasileira.
Quando pensamos na perspectiva de além de desenvolver o projeto social, dar seguimento ao legado de cada atleta, agindo com o modelo de "Clube Empresa Responsável", ainda que adaptado sutilmente, por tratar-se de cenários bem diferentes do futebol profissional ou dos esportes eletrônicos, onde o conceito já não é novidade, entramos na tendência do momento, visto por alguns especialistas como o único caminho para a properidade dos esportes ante à hegemonia do futebol na corrida pela prospecção de investimentos.
A sensação inicial ao escolher tal caminho é de podermos obter vantagem competitiva nos aproveitando das vantagens injustas que já estão em nosso portifólio, visto que a tendência natural é de o mercado desportivo desmonstrar saturação com os mecanismos ativos atualmente, seja em razão das sucessivas crises econômicas do mundo globalizado, seja devido as dificuldades que existem para que novas empresas quebrem as tradicionais barreiras de entrada em mercados já estabelecidos.
Fonte 12: O caminho é a profissionalização
Neste ponto, é uma decisão estratégica iniciar partindo de uma empresa responsável, que tem o foco em formar campeões, mas que tem nos menores carentes sua matéria-prima para obter regeneração e superação.
Pode-se iniciar apenas com o projeto social, sem esse trabalho de construção de marca, mas o resultado seria um negócio altamente dependente do investimento de patrocinadores e da sequência de bons resultados dos atletas-líderes para atrair novos colaboradores. Algo que desaconselho em razão da alta pressão que estaria nos ombros dos atletas.
Não podemos esquecer que o foco 1 é a formação do indivíduo, não a coleção de medalhas, embora as desejemos muito!
Com tal postura, oferecendo um caminho mais previsível, profissional e seguro, torna-se mais fácil encantar novos investidores com nosso projeto, bem como facilita o controle do pagamento de impostos ao Estado, contribuindo para que as leis do esporte amadureçam mais depressa e que possamos desfrutar da jurisprudência já existente, o que permitiria entre outras coisas, obter incentivos fiscais e promover novas e legalizadas fontes de receita para o projeto social e para a empresa a ser criada e franqueada na fase 2, antes impensáveis.
Os limites aqui são bastante elásticos embora devamos pensar sempre em números modestos, pois o foco primordial não é gerar lucro para acumular, mas para investir no centro de treinamento, formando atletas e, sempre que possível, custeando as despesas de competições dos Mestres em eventos de alto nível, contribuindo para o branding.
É no mínimo um convite à reflexão, se seguiremos por este caminho ou não, em razão do grande profissionalismo que um trabalho nesse nível agregaria, inclusive às empresas parceiras, que poderiam através de contrato, aderir à nova franquia a ser criada cedendo o uso de seus espaços físicos e mais algum valor negociado, podendo-se neste caso, converter todas as academias de uma região ao time, tornando as seletivas de melhores alunos verdadeiras competições para aspirantes e movimentando a mídia, para mais branding.
De qualquer forma, há muita coisa para ser debatida entre os tomadores de decisões e nessidade de algumas reuniões para finalizar os estágios iniciais do planejamento, garantindo que todos estejam satisfeitos e cientes para onde estamos indo.
1.4. EM DESTAQUE: Oportunidade de Benchmarking e Desafios de Ocasião
1. O que podemos aprender com os cases de sucessos dos demais esportes, que estão se destacando na prospecção de investimento e atração de público? A liderança do projeto concorda que, em longo prazo, o caminho é a profissionalização e que pode-se acelerar tal processo obtendo vantagem competitiva, se agirmos de forma estratégica? É interessante liderar uma campanha de aumento no volume de adeptos através de uma filosofia desportiva, social e competitiva ou apenas criar times competitivos sem esse comprometimento com padronização e organização?
2. Quais melhores práticas podem ser adaptadas do esporte que mais recebe investimentos no país (o futebol) permitindo inovações no mundo das lutas, servindo como alavanca no processo de prospecção de novos investidores, mas sem ferir os praticantes e fãs tradicionais das artes marciais em seus valores, além de contribuir para a expansão do mercado, tornando os demais players que já atuam na cena em parceiros, em vez de concorrentes?
3. Como tornar o "Project Aracapé in BJJ" um case de sucesso em modelo de gestão desportiva e desenvolvimento de talentos, de forma a criar novos canais de geração de receita e valorização dos profissionais para o time, incluindo projetos especiais com valor de receita/hora diferenciados e mirando em nichos específicos, como grandes empresas?
4. Qual a estrutura mínima viável para não apenas levar os melhores atletas para competir em eventos oficiais, mas chegar nos eventos com condições de disputa próximo da igualdade com os demais atletas de alto nível? Quais profissionais de apoio são indispensáveis para o alcance da excelência, além de educadores físicos e psicólogos, numa estrutura ainda que "simplificada", competitiva com os melhores centros de treinamento das modalidades? O que os melhores centros de treinamento do Brasil/Mundo estão fazendo e que nós precisamos nos espelhar?
5. Quanto de cada estrutura pode legalmente ser aproveitada entre os 2 CNPJs que possivelmente serão registrados durante a execução total do projeto, até jan/23 (lado lucrativo x lado social) visto que o objetivo de ambos é idêntico?
6. Quais serão as atividades fim e meio do projeto? Quem será responsável por cada processo-chave em cada fase do projeto? Qual a estrutura mínima aceitável para o início das operações em janeiro/22 e qual o amadurecimento esperado da operação até julho/2022?
1.5. Fontes relevantes de outros esportes no processo de captação de investimentos
Fonte 13: Lei do Clube Empresa - Futebol
Fonte 14: Lei do Clube Empresa - Futebol 2
Fonte 15: O regime tributário no Clube Empresa
Fonte 16: Artigo Unicamp: Como se deu o processo de profissionalização do futebol no RJ
Fonte 17: Profissionalização de Conteúdo no Futebol
Fonte 18: O desafio da profissionalização dos clubes pequenos de futebol
Vídeo 6: Clube de futebol pode virar empresa
Veja mais fontes relevantes para as discussões inciais do projeto:
Fonte 19: Lei de Incentivo ao Esporte no Brasil
Fonte 20: O processo de abertura de uma ONG
Fonte 21: A profissionalização nos esportes eletrônicos
Fonte 22: OSCIP ou Sociedades Civis de Interesse Público
A perspectiva inicial é que o projeto inicie com aproximadamente 60 alunos, crescendo ao longo do tempo, em múltiplas turmas.
Para tal, ocorrerá obrigatoriamente um aumento gradual no volume de horas total destinadas ao projeto, garantindo a operacionalização das tarefas com foco em lucros gradualmente, sem diminuir e sim, promovendo o rearranjo e aumento da quantidade de horas produtivas dedicadas às tarefas de natureza social.
O projeto começará pequeno e simples, mas com qualidade invejável para as melhores academias do gênero na cidade de Fortaleza-CE-Brasil e com ambições de times grandes, devendo crescer com relativo planejamento, delimitando sempre que necessário o limite de atletas e instrutores ativos, independentemente da capacidade máxima do espaço disponível no Centro de Treinamento.
Espera-se dessa forma evitar que se percam recursos financeiros valiosos com erros gerenciais ou ações com maior risco envolvido que o necessário para o momento estratégico do projeto, visto que quanto mais pessoas envolvidas, mais complexa se torna a gestão para manter o nível de qualidade das diversas relações e processos simultâneos que passam a ser realizados em nível gerencial e operacional.
Assim, para garantir o direcionamento dos recursos essenciais ao que é mais vital para a saúde do projeto em cada momento, sem perder de vista a valocidade desejada e a direção onde se pretende chegar, manteremos o foco na resolução de problemas que nos afastam do chamado "cenário ideal", atacando causas-raízes sempre que possível com a ajuda de relatórios inteligentes, promovendo assim a diferenciação técnica na decisão sobre o é prioridade, urgente ou apenas importante dentro das projeções.
O registro de tais decisões estratégicas em ferramentas técnicas como intranets, diminuem a pressão coletiva e a ansiedade por resultados, garantindo a transparência e discussões pragmáticas de toda a equipe técnica em longo prazo, visto que para além de desenvolver pessoas e promover geração de valores, o projeto também almeja consolidar uma família desportiva, otimista, comprometida, leal e disposta a suar para evoluir um pouco todos os dias.
O primeiro pilar da filosofia que está ganhando força e cor com esse projeto é "a consciência de que as competições existem para vencer a si mesmo, sempre em busca da melhor versão de cada um, como atleta, cidadão e membro familiar."
Aqui será fundamental definir qual será o "check list ideal dentro do conceito técnico de qualidade total" válido para as demandas do projeto, identificando toda a cadeia de custos, despesas, riscos, stakeholders e processos a padronizar, como primeira atividade obrigatória antes da expansão por outras localidades, seja em formato de "academias parceiras" ou em franquias, cujo valor dos royaltes será maior quão mais profissional e vitorioso for o projeto, do ponto de vista da formação do cidadão e da capacidade de promover negócios.
Como as competições também acontecerão em cenário internacional (especialmente quando visto em longo prazo), poderemos por esse motivo, utilizar como argumento de prospecção de novos parceiros/investidores a perspectiva de "oportunidade para inserir sutilmente novas marcas em mercados internacionais através do patrocínio/investimento", diminuindo o risco da eventual dependência financeira em um único patrocinador, o que poderia comprometer o futuro de centenas de crianças e adolescentes abraçados pelo projeto, bem como suas famílias, que certamente construirão ao longo do tempo um laço de confiança e parceria com os instrutores, ao perceber os valores familiares e de cidadania presentes 24 horas dentro do time e que influenciam positivamente suas famílias.
Será um dos sinais de que estaremos prontos para o momento de transição para a FASE 3, onde times competitivos começarão a ser definidos com os melhores alunos em cada faixa, concedendo a estes além da vivência da prática desportiva em alto nível, uma estrutura física diferenciada, construindo legados para o Ceará e o Brasil.
Neste ponto poderá acontecer a alteração de registro da pessoa jurídica do projeto para "Organização S.A.", englobando a operação social e a operação lucrativa no mesmo CNPJ, caso não se tenha iniciado com essa configuração, adotando uma conveniência contábil que pode inclusive, deslocar parte do valor que seria pago ao governo em impostos para o formato de investimentos dentro do próprio projeto social, a ser verificado a viabilidade junto aos órgãos federais conforme tabelas vigentes, algo que contribuiria consideralmente para a diminuição das despesas burocráticas da parte lucrativa e aumentaria o capital disponível para custear a parte social.
Sobre o Problema 3 - "Ausência de Estrutura profissional ou mesmo mínima viável de treinamento / equipamento": Em fase de resolução, visto que há levantamento dos orçamentos para compor as tabelas de cenário ideal e mínimo desejável, além de perspectiva de cuteio pelos patrocinadores e apoiadores do projeto, bem como academias parceiras.
1.6. Considerações extras sobre a Ousada Fase 3
Prevista para iniciar à partir de janeiro/2023, com o projeto já amadurecido e vislumbrando a possibilidade de oferecer melhor estrutura aos atletas mais necessitados e/ou participando dos times competitivos (que estarão mais engajados com os instrutores e mestres, viajando regularmente para as competições).
Sim, parece um sonho para os padrões de investimentos no esporte brasileiro, quase sempre desamparado pela falta de incentivos. Mas eu falei, logo no início, que eles eram guerreiros com alma e sonhadores com visão e capacidade de realização!
Eu acredito no potencial deles! E por isso sou voluntária no projeto! Você que está lendo isso agora, pode se juntar ao time também! Com seu apoio, seremos mais fortes e juntos chegaremos mais longe!
Em menos de 48 horas desde a primeira reunião o nosso pequeno grupo já havia se tornado um time com 20 parceiros de altíssimo impacto (todos eles!!), mostrando que sim: o "Project Aracapé in BJJ" já havia iniciado e sairia do papel muito em breve, pois estava pulsando na alma de cada um, sendo uma honra para mim desenhá-lo e para cada um vivê-lo!
É nesse contexto que nasce o primeiro esboço, ainda para ser melhorado, da nossa missão:
"Construir um legado que, para além de preparar lutadores de altíssimo nível técnico para as melhores competições, irá transformar meninos e meninas em cidadãos e atletas responsáveis, contribuindo para que todos superem as impossibilidades da vida em vulnerabilidade e se tornem agentes transformadores da própria realidade individual e em comunidade."
Não tenho dúvidas que já temos nossa primeira arma-secreta para vencer esse desafio!!
Uma arma secreta que garante a união do grupo, o senso de pertencimento, integração, sincronicidade e a força extra tão necessária nos momentos difíceis... Que quando usada com respeito e sem banalizá-la, pode se tornar o verdadeiro grito de vitória dos guerreiros:
Oss! Ousadia, suportar, superar!
Acompanhe as discussões estratégicas relevantes que dão continuidade a essa postagem no Google Groups do Projeto. Solicite o link de acesso ao seu líder.
Aguarde novidades!